Ao ouvir isso, a Sra. Petre se desesperou.
- Entre Sr. Oficial – mandou ele, empurrando a porta com a bengala. – Como vê, essa é uma família que não tem mais como pagar o aluguel.
O velho fixou na mulher um olhar severo.
- Só mais alguns dias. Por favor, Sr. Klaus – implorou a mulher, fechando a porta e acompanhando o velho e o Oficial de Justiça. – Não temos...
- Mostre a ordem de despejo Sr. Oficial – disse o Sr. Klaus, interrompendo a mulher.
A Sra. Petre suspirou.
- O senhor não pode fazer isso!
O velho mudara o seu rosto para um tom furioso.
- Essa casa me pertence. E vocês estão fora dela. Já. Arrumem as suas coisas e saiam daqui imediatamente.
Eduardo se afastou da mesa e se aproximou da janela.
- Mamãe.
- Agora não, Edu!
- Arrume as suas tralhas e saia daqui, ou... serei obrigado a mandá-lhe presa – retorquiu secamente o velho, fazendo um sinal com a cabeça para o Oficial de Justiça. – E garanto que a senhora não irá querer ver os seus filhos em um orfanato ou em um abrigo qualquer, certo?
- Tenha paciência. Por favor. Eu prometo que amanhã sairemos da sua casa – implorou novamente a mulher, esfregando os olhos com os dedos.
A Sra. Petre inspirou profundamente e continuou:
- Sr. Klaus. Hugo não está em casa.
- Lamento – respondeu o velho com frieza.
Eduardo viu o velho sair da sala e bater a porta.
- Olhe aquilo – falou o garoto, indicando da janela três policiais conversando com o Oficial de Justiça.
- Meu Deus... o que faremos agora? – gaguejou a mulher, sentando-se na cadeira velha que estava no canto da parede. – Arrumem tudo queridos... Vamos.

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