Ah...o amor!

Tudo começou há cerca de três anos, não dava nada pela pessoa, inclusive a achava demasiadamente irritante.

Tempo passou, seguimos caminhos distintos, mas sempre mantive o pensamento, oras vivo, outras adormecido, mas nunca morto.

Pois bem, ultimamente a vida se encarregou de nos reaproximar e de verdade, eu gostaria muito que fôssemos amigos como quaisquer outras pessoas.

Mas essa pessoa é inconstante demais para permitir uma aproximação.

As vezes é como o vento, inconstante e passa como um vendaval, outras vezes eu como uma brisa leve e passageira.

Confesso que em meus momentos de angústia, falar com ela me acalma, me dá uma alegria, um alento que não sei explicar, apenas sentir. É como o nascer do sol que ilumina meus dias mais sombrios.

Certos momentos como o de agora, a acho com atitude "engraçada", não no bom sentido, óbvio, mas no sentido triste e confuso.
Incrível que sempre que há uma aproximação, a estimada pessoa resolve me punir da pior forma possível que é me cancelado, como se simplesmente eu não existisse ou não tivesse relevância.

As pessoas possuem uma fascinante estranheza de machucar quem as ama, vai entender o porquê.

Se eu acredito em outras vidas? Óbvio. Tenho a certeza que na próxima, certamente nossas almas se reencontrarão e finamente viveremos esse amor tão difícil.

Voltarei...


Caramba, já se passaram quase 10 anos desde a última postagem por aqui... Sinto a necessidade de escrever. Nesse tempo, sai da igreja, casei, tive filho, mudei de emprego... Vim hoje relatar que minha vida não é o que sempre sonhei, infelizmente. Casei com uma pessoa que era o amor de minha vida, mas ao longo dos anos, esse amor foi se transformando, tornando se uma amizade. O homem que antes era doce e amoroso, se tornou agressivo e sem paciência comigo. Piso em ovos, vivo com medo de ser agredida, sabe!? Hoje mesmo, estava deitada olhando o celular, ele estava dando banho no nosso filho e me pediu a toalha pra secar a criança. Peguei a contragosto e fui dar a ele, nisso a toalha caiu no chão. Pra que? Ele se transformou numa fera, veio gritando pra cima de mim, quase que esperando a oportunidade de me agredir. Quando ele foi pro quarto com nosso filho, peguei a chave e saí de casa. Estou nesse momento na friagem, sentada na escada, esperando uma oportunidade para entrar em casa e poder dormir. Muito triste isso, definitivamente não é o que sonhei para mim. Se pudesse falar com a Jéssica de 9 anos atrás diria para nunca ter qualquer tipo de relacionamento com essa pessoa. Acredito que o melhor seria eu sair de casa, mas no momento não teria condições de me manter em outra casa, além de voltar pra casa dos meus pais não ser uma opção. Sigo orando e pedindo direção a Deus. Volto em breve :)